sábado, 9 de fevereiro de 2013




ANEL

Ela rodava o anel no dedo.
Guardava um segredo.
Sabia que um dia o tiraria.
Sabia.
O mundo a preparava para a retirada.
Abria-se outra estrada.
O anel?
Dorme numa gaveta hoje em dia.
Dorme abandonado.
É lembrança do passado.
Mas jogá-lo fora?
Deixar tudo ir embora?
Por que não?
Seria a melhor opção.
O anel é lembrança.
Também é desesperança.

sonia delsin

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